"Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador." - Eduardo Galeano

"O século 20 produziu uma espécie terrível de pessoas: a do homem que acredita realmente que é publicado nos jornais." - Oswald Gottfried Spengler

"A democracia é o canal por onde o bolchevismo conduz o veneno para os países desunidos, deixando-o agir tempo suficiente para que as infecções produzam o definhamento da razão e do poder de resistência." - Adolf Hitler

"Quem vive da mentira deve temer a verdade!" - Friedrich Christian, Príncipe de Schaumburg Lippe

"A razão pela qual os homens são silenciados não é porque eles falam falsamente, mas porque eles falam a verdade. Isso porque, se os homens falam mentiras, suas próprias palavras podem ser usadas contra eles, enquanto se eles falam verdadeiramente, não há nada que pode ser usado contra eles, exceto a força." - John “Birdman” Bryant

domingo, 2 de novembro de 2014

Alemanha pré-nacional socialista

O Komintern em ação [na República de Weimar] - Por Stéphane Courtois e Jean-Louis Panné.

Introdução por Tannhauser


Volumosas e violentas manifestações públicas e comícios eram comuns na instável República de Weimar.

            Quando se fala do nazismo, cujo nome original é Nacional Socialismo Alemão, no período anterior a vitória eleitoral em 1932/1933 e a consequente conquista do poder, a imagem que se difunde é que os nazistas oprimiram a democracia instaurada na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial e na base do terror se impuseram. Obviamente que há uma tendência nesta visão de construir uma imagem simples e que as pessoas ao absorverem imaginam que não se tratava de nada mais do que a ascensão de um grupo de violentos intolerantes que atormentaram uma Alemanha que progredia em termos civilizatórios.

            A manipulação histórica é tão grande e tão inescrupulosa que omite para as massas que antes do partido nazista se iniciar sua marcha em 1920 na Alemanha, na Rússia, quase três anos antes, os comunistas iniciavam em já em 1917 sua conquista sobre este país e daí iriam rumar para se lançar a sua luta pela conquista do mundo.

            Em 1918 na Alemanha, na região da Bavária, foi instaurada uma república soviética através da violência, em 1919 na Hungria também ocorria a instauração de uma república soviética, todavia ambos regimes foram de curta duração, o que levou a direção comunista, o chamado Komitern a intensificar massivamente ações de conquista global. Houveram muitos que alertaram do perigo da expansão comunista alucinante que se iniciava, mas nos meios de comunicação, insolitamente, tal perigo não era divulgado para as pessoas nem para as nações, somente haviam notícias isoladas sobre o chamado perigo comunista. O inglês Winston Churchill (http://nazismo-verdades-e-mentiras.blogspot.com.br/2013/04/judeus-tem-destruido-russia-por-winston.html), por exemplo, que se tornaria inimigo mortal de Hitler, alertou sobre o comunismo, e inclusive que tal movimento era conduzido e liderado em essência por revolucionários judeus. Tal notícia ficou no esquecimento, mas nem por isso o comunismo deixou de alcançar uma cifra de mortes que o historiador francês Stéphane Courtois, em seu artigo Os Crimes do Comunismo, estima em aproximadamente 100 milhões. Talvez se as notícias tivessem a devida divulgação a conscientização mundial teria sido maior e a cifra das mortes fossem bem menores. Mas por que tal conscientização mundial não foi promovida fora dos territórios fascistas e principalmente nazistas se explica claramente pela pela íntima relação que havia entre os círculos judaicos presentes no governo americano e no governo soviético (http://nazismo-verdades-e-mentiras.blogspot.com.br/2014/09/porque-os-eua-capitalistas-se-aliaram.html)conforme explana claramente o historiador mexicano Salvador Borrego, relação esta que foi capaz de aliar concepções politicas, que ao menos aparentemente, eram tão opostas como no caso dos EUA e URSS.

            Desde o início foi Adolf Hitler um dos primeiros políticos que colocou em prioridade o perigo do comunismo e a urgência de combater tal perigo, e mais ainda, foi, talvez, o mais forte divulgador de como este movimento era conduzido pelos judeus. Como as principais agências de notícias de então eram de propriedade judaica (Reuters, Havas e Wolffs) as denúncias ao comunismo, de fato, nunca tomaram proporção significativa alguma, salvo pelos meios de comunicação nazistas e de demais países fascistas. Essa consideração também é omitida na mídia e nos meios educativos.


                      Adolf Hitler e Paul von Hindenburg, em 1933.

            Após a Segunda Guerra Mundial a manipulação da história tornou os judeus praticamente inquestionáveis e acima de quaisquer críticas (http://nazismo-verdades-e-mentiras.blogspot.com.br/2014/09/a-critica-de-acusacao-de-anti-semitismo.html), ao mesmo tempo que, devido a ação de marxistas publicistas, marxistas acadêmicos, marxistas políticos e de adeptos da Escola de Frankfurt, como por exemplo, Herbet Marcuse (http://nazismo-verdades-e-mentiras.blogspot.com.br/2014/10/o-ilusionista-herbert-marcuse-por-robin.html), questionamentos ao comunismo eram vistos em muitas situações como algo retrógrado, algo fascista ou mesmo nazista no sentido depreciativo que tais palavras adquiriram, e tais críticas eram atacadas severamente em nível máximo de hostilidades se relacionavam a ligação entre os comunismo e a participação essencial e dominante dos judeus sobre tal movimento.

          
Em 30 de janeiro de 1933, o então presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler como chanceler da Alemanha e começa um vigoroso programa que reduz drasticamente o desemprego em todo a Alemanha que grassava durante a República de Weimar.

            Um exemplo crucial da omissão da violência comunista na Alemanha do período da República de Weimar é que ao não citar tal violência as pessoas não entendem porquê as Tropas de Assalto de Hitler, a S.A., atuavam com tanta dureza nas ruas. Tal omissão encontra lugar somente na falsificação histórica da pior espécie. Os comunistas utilizavam de explosivos, e não só na Alemanha, como também em outras nações, e essa frequente característica de terrorismo foi e é completamente omitida em documentários e livros com fins didáticos os quais formam a opinião da grande maioria das pessoas. Quando, por exemplo, no polêmico caso do Incêndio do Reichstag (http://nazismo-verdades-e-mentiras.blogspot.com.br/2014/04/incendio-no-reichstag-por-peter.html) se pergunta à uma pessoa que tenha alguma experiência de estudo sobre tal Incêndio, as pessoas respondem o que foi difundido, ou seja, de que os nazistas, após vencerem as eleições, incendiaram eles mesmos o Reichstag para terem um pretexto de forçar a implementação de leis de coalização nacional contra os comunistas. Uma pessoa que pensa assim, primeiro é leiga sobre a apuração mais profunda dos fatos, segundo não conhece sobre o histórico de terrorismo comunista. Tal pessoa é, de um jeito ou outro, vítima de distorção e manipulação histórica.


           O artigo que segue abaixo é da autoria de dois acadêmicos franceses e foi publicado no mal quisto Livro Negro do Comunismo que compilava trabalhos de especialistas no assunto, inclusive muitos ex-comunistas. O livro incomodou muito, e, todavia, o principal ficou de fora, que é a relação entre comunismo e judeus. Podemos fazer a pergunta: Como podem os autores de tal livro, autores que são possuidores de cargos em institutos de estudo sobre o comunismo omitirem a exposição de tal relação entre comunismo e judeus? Muitos responderão rapidamente que tais especialistas não fizeram tal relação pois não havia fundamento para isso. Não há consistência para tal resposta, é inadmissível uma omissão desta em termos de pesquisa historiográfica para pesquisadores especialistas em tal assunto, a não ser que o motivo de tais omissões for o risco de serem cerceados e oprimidos por grupos de pressão, aí sim temos uma causa compreensível, pois basta uma apuração em que apenas se faça a identificação dos nomes envolvidos mais conhecidos no comunismo como sendo judeus que uma pressão enorme somada a censura apoiada em mais e mais leis novas de repressão ao questionamento dos fatos recai em quem faz tais questionamentos. Stéphane Courtois, por exemplo, só de expor o terrorismo comunista trouxe para si muitas críticas, isso sem tocar na participação judaica como essencialmente determinante na criação e desenvolvimento do comunismo. Não creio que ele era totalmente alheio a tal questão, creio que ele ponderou nas complicações que traria para ele abordar o assunto.

           Portanto o texto que segue da autoria de Stéphane Courtois e de Jean-Louis Panné foi complementado com notas que referenciei ao identificar como judeus os personagens citados cuja identidade os autores se omitiram em indicar que eram judeus. Inclusive foi utilizado para fazer tais referencias autores judeus ou, caso não fossem judeus, que não fossem hostis aos judeus e de livros publicados após o fim da Segunda Guerra Mundial quando a publicidade estava em sintonia quase completa com a simpatia e intocabilidade que os judeus conseguiram para sua própria imagem. Para a real compreensão do que foi a luta do nazismo contra o comunismo e contra a união internacional dos judeus não se pode omitir tal consideração. A colocação que segue é essencial e muda totalmente o paradigma do século XX dando novo sentido aos conflitos deste século quando o leitor passa a saber que quando o partido nazista dava seus primeiros passos em 1919/1920 na Alemanha, na Rússia o comunismo judeu (http://nazismo-verdades-e-mentiras.blogspot.com.br/2013/04/a-lideranca-judaica-na-revolucao_25.html) já rumava para conquistar com terror o maior país do mundo, donde, ao transformá-lo em Rússia Soviética, subsidiava a revolução comunista mundo afora, como por exemplo na Alemanha do pós Primeira Guerra Mundial como veremos a seguir, sendo tais fatos omitidos quase completamente das mencionadas agências de notícias judaicas. Na Alemanha a única força que conseguiu vencer o comunismo foi o Partido Nacional Socialista Alemão, ou seja, o hoje odiado nazismo. As colocações em colchetes são de minha parte.

O Komintern em ação [na República de Weimar]

Por Stéphane Courtois e Jean-Louis Panné.
Paris, 1997.

           
                       Jean-Louis Panné

           
                       Stéphane Courtois

Assim que subiu ao poder, Lenin (http://nazismo-verdades-e-mentiras.blogspot.com.br/2013/10/raizes-judaicas-de-lenin-sao-expostas.html) sonhou propagar o incêndio revolucionário pela Europa e depois por todo o mundo. Inicialmente, esse sonho respondia ao famoso slogan do Manifesto do Partido Comunista (*), de Marx [judeu], em 1848: "Proletários de todos países, uni-vos!" À primeira vista, correspondia também a uma necessidade imperiosa: a revolução bolchevique não poderia se manter no poder nem se desenvolver, se não estivesse protegida, apoiada e seguida por outras revoluções em países mais desenvolvidos - Lenin pensava sobretudo na Alemanha com o seu proletariado bastante organizado e suas enormes capacidades industriais. Essa necessidade conjuntural transformou-se rapidamente em um verdadeiro projeto político: a revolução mundial.
(*) PDF http://www.psb40.org.br/bib/b30.pdf

Na época, os eventos pareceram dar razão ao líder bolchevique. A desagregação dos impérios alemão e austro-húngaro, consequência da derrota militar de 1918, provocou na Europa uma convulsão política, acompanhada por um enorme turbilhão revolucionário. Antes mesmo que os bolcheviques pudessem tomar qualquer iniciativa que não fosse verbal e propagandista, a revolução pareceu surgir espontaneamente no rastro da derrota alemã e austro-húngara.

* * *

A Alemanha foi a primeira a ser afetada, antes mesmo da capitulação, por um motim geral de sua esquadra de guerra. A derrota do Reich e a implantação de uma república dirigida pelos social-democratas não conseguiram evitar violentos  sobressaltos, tanto da parte do exército, da polícia e de diversos grupos ultranacionalistas, quanto dos revolucionários que apoiavam a ditadura dos bolcheviques.

Em dezembro de 1918, Rosa Luxemburgo[judia][1] e Karl Liebknecht publicavam em Berlim o programa do grupo Spartakus, deixando o Partido Social Democrata Independente para fundar o Partido Comunista Alemão (KPD) alguns dias mais tarde, fundindo-se com outras organizações. No início de janeiro de 1919, os spartakistas, chefiados por Karl Liebknecht - que, muito mais extremista do que Rosa Luxemburgo,[2] e, de acordo com o modelo leninista, recusava a ideia da eleição de uma Assembleia Constituinte -, tentaram uma insurreição em Berlim, sendo esmagados pelos militares sob as ordens do governo social-democrata. Presos, os dois líderes foram assassinados em 15 de janeiro. O mesmo aconteceu na Baviera, onde, em 13 de abril de 1919, um responsável do KPD, Eugen Levine [judeu][3], tomou a frente de uma República de Conselhos, nacionalizou os bancos e começou a formar um exército vermelho. Essa Comuna de Munique foi esmagada militarmente em 30 de abril, e Levine, preso em 13 de maio, foi julgado por um tribunal militar, condenado à morte e fuzilado em 5 de junho.

* * *

No exato momento em que Bela Kun [judeu][4] e seus camaradas tentavam fundar [na Hungria] uma segunda República dos sovietes, Lenin tomou a iniciativa de criar uma organização internacional suscetível de levar a revolução ao mundo inteiro. A Internacional Comunista - também denominada Komintern, ou ainda Terceira Internacional — foi fundada em Moscou, em março de 1919, e logo surgiu como a rival da Internacional Operária Socialista (a Segunda Internacional, criada em 1889). No entanto, o Congresso fundador do Komintern atendia mais à satisfação de necessidades propagandistas urgentes e à tentativa de captar movimentos espontâneos que abalavam a Europa do que a uma real capacidade de organização. A verdadeira fundação do Komintern deve ser considerada como ocorrida durante a realização de seu II Congresso, no verão de 1920, com a adoção de 21 condições de admissão, às quais os socialistas que desejassem aderir deveriam submeter-se, integrando assim uma organização extremamente centralizada - "o estado-maior da revolução mundial" -onde o Partido Bolchevique já possuía o peso determinante relativo ao seu prestígio, à sua experiência e ao seu poder de Estado (principalmente nos domínios financeiro, militar e diplomático).

Logo de início, o Komintern foi concebido por Lenin como um instrumento de subversão internacional entre outros – o Exército Vermelho, a diplomacia, a espionagem, etc. -, e a sua doutrina política era estreitamente decalcada da dos bolcheviques: era chegado o tempo de substituir a arma da crítica pela crítica das armas. O manifesto adotado no II Congresso anunciava orgulhosamente: "A Internacional Comunista é o partido internacional da insurreição e da ditadura do proletariado". Como consequência, a terceira das 21 condições decretava: "Em quase todos os países da Europa e da América, a luta armada entra num período de guerra civil. Nessas condições, os comunistas não podem confiar na legalidade burguesa. É seu dever criar em todos os lugares, paralelamente à organização legal, um organismo clandestino capaz de, nos momentos decisivos, cumprir com o seu dever para com a revolução". Fórmulas eufemísticas: o "momento decisivo" era a insurreição revolucionária, e o "dever para com a revolução" era a obrigação de se engajar na guerra civil. Uma política que não se destinava apenas aos países submetidos a ditaduras, mas que se aplicava também aos países democráticos, monarquias constitucionais e repúblicas.

A 12? condição especificava as necessidades organizacionais ligadas à preparação dessa guerra civil: "Nesses tempos de guerra civil obstinada, o Partido Comunista só poderá desempenhar o seu papel se ele for organizado da maneira mais centralizada, se houver uma disciplina de ferro próxima da militar, e se seu organismo central estiver dotado de plenos poderes, exercendo uma autoridade incontestada e beneficiando-se da confiança unânime dos seus militantes". A 13? condição considerava o caso dos militantes que não fossem "unânimes": o Partido Comunista "[...] deve proceder à depuração periódica das suas organizações, a fim de afastar os elementos interesseiros e pequeno-burgueses".

Durante o III Congresso, reunido em Moscou em junho de 1921, com a participação de vários partidos comunistas já constituídos, as orientações foram ainda mais precisas. A "Tese sobre a tática" indicava: O Partido Comunista deve inculcar nas mais vastas camadas do proletariado, através da ação e da palavra, a ideia de que todo conflito econômico ou político pode, em uma conjuntura favorável, transformar-se em guerra civil, durante a qual a tarefa do proletariado será a de tomar o poder político. E as "Teses sobre a Estrutura, os Métodos, e a Ação dos Partidos Comunistas" discorriam longamente sobre as questões da "sublevação revolucionária aberta" e da "organização de combate" que cada partido comunista deveria criar secretamente no interior de sua organização; as teses especificavam que esse trabalho preparatório era indispensável, uma vez que "não seria esse o momento adequado para a formação de um Exército Vermelho regular".

Havia apenas um passo a ser dado para se passar da teoria à prática, o que foi feito pela Alemanha em março de 1921, quando o Komintern projetou uma ação revolucionária de grande envergadura sob a direção de... Bela Kun [novamente recrutado após sua derrota na Hungria], eleito, nesse meio tempo, membro do Presidium do Komintern. Lançada enquanto os bolcheviques reprimiam a Comuna de Kronstadt [uma batalha na Rússia entre os nativos russos contra os bolcheviques], "a ação de março", verdadeira tentativa insurrecional iniciada na Saxônia, fracassou apesar da violência dos meios utilizados, como, por exemplo, o ataque com dinamite contra o trem expresso Halle-Leipzig. Esse contratempo teve por consequência uma primeira depuração nas fileiras do Komintern. Paul Levi [judeu][5], um dos fundadores e presidente do KPD, foi afastado devido às críticas que fazia a esse tipo de "aventureirismo". Já sob a influência do modelo bolchevique, os partidos comunistas — que do ponto de vista "institucional" eram apenas setores nacionais da Internacional - afundavam-se cada vez mais na subordinação (que precedia a submissão) política e organizacional ao Komintern: era este quem resolvia os conflitos e decidia, em última instância, a linha política de cada um deles. Uma tal tendência "insurrecionalista", que devia muito a Grigori Zinoviev [judeu[6]], foi criticada pelo próprio Lenin. Mas este último, muito embora desse razão a Paul Levi, entregou a direção do KPD aos seus adversários, numa atitude que acabou reforçando o peso do aparelho do Komintern.

Em janeiro de 1923, tropas francesas e belgas ocuparam o Ruhr para exigir da Alemanha o pagamento das indenizações previstas no Tratado de Versalhes. Um dos efeitos concretos dessa ocupação foi provocar uma aproximação entre nacionalistas e comunistas contra o "imperialismo francês"; outro efeito foi desencadear a resistência passiva da região com o apoio do governo. A situação econômica, que já estava instável, degradou-se radicalmente; a moeda sofria fortes desvalorizações, e, em agosto, um dólar valia 13 milhões de marcos! Então vieram as greves, as manifestações e os motins. Em 13 de agosto, numa atmosfera revolucionária, o governo de Wilhelm Cuno [Chefe de Governo, o Chanceler da Alemanha entre 1922 e 1923] caiu.

  Em Moscou, os dirigentes do Komintern perceberam que havia a possibilidade de um novo Outubro. Uma vez ultrapassadas as querelas entre os dirigentes - quem encabeçaria essa segunda revolução, Trotski [judeu[7]], Zinoviev ou Stalin? -, o Komintern passou a organizar com seriedade uma insurreição armada. Foram enviados comissários à Alemanha (August Guralsk [judeu cujo nome é Samuel Haifiz][8], Mátyás Rákosi [judeu][9]), acompanhados por especialistas em guerra civil (entre os quais o general Alexandre Skoblewski, aliás, Gorev). Para reunirem uma grande quantidade de armas, estava previsto o apoio de governos operários em vias de formação, constituídos por social-democratas de esquerda e comunistas. Enviado à Saxônia, Rákosi pretendia explodir a ponte ferroviária que ligava essa província à Tchecoslováquia, a fim de provocar sua interdição e aumentar ainda mais a confusão.

A ação deveria ter início durante o aniversário do putsch bolchevique. A excitação tomou conta de Moscou, que, acreditando piamente na vitória, posicionou o Exército Vermelho na fronteira ocidental, já preparado para auxiliar na revolta. Em meados de outubro, os dirigentes comunistas entraram para os governos da Saxônia e da Turíngia, com instruções para reforçar as milícias proletárias (várias centenas), formadas por 25% de operários social-democratas e 50% de comunistas. Mas, em 13 de outubro, o governo de Gustav Stresemann [Chefe de Governo, o Chanceler da Alemanha entre 1923 e 1929] decretou estado de exceção na Saxônia, a partir de então colocada sob o seu controle direto, contando com o apoio e a intervenção da Reichswehr[10]. Apesar disso, Moscou incitou os operários a se armarem e, de volta à URSS, Heinrich Brandler [importante líder do Partido Comunista da Alemanha, o KPD] decidiu convocar uma greve geral para a ocasião de uma conferência das organizações operárias em Chemnitz, no dia 21 de outubro. Á manobra fracassou quando os social-democratas de esquerda se recusaram a seguir os comunistas. Estes últimos decidiram então retroceder, mas, por razões de comunicação, a informação não chegou aos comunistas de Hamburgo, onde, na manhã do dia 23, estourou a revolta: os grupos comunistas de combate (de 200 a 300 homens) atacaram os postos de polícia. Passado o efeito-surpresa, os revoltosos não conseguiram atingir seus objetivos. A polícia, junto com a Reichswehr, contra-atacou e, ao cabo de 31 horas de combates, a sublevação dos comunistas de Hamburgo, totalmente isolada, foi estrangulada. O segundo Outubro, tão desejado por Moscou, não chegou a acontecer. Nem por isso o M-Apparat [grupos de especialistas em missões armadas][11] deixou de ser, até os anos 30, uma estrutura importante do KPD, descrita em detalhes por um de seus chefes, Jan Valtin (cujo verdadeiro nome era Richard Krebs)[12].

Depois da Alemanha, foi a vez de a República da Estônia servir de palco a uma tentativa insurrecional (...).

Fonte: O Livro Negro do Comunismo(**), BCD União de Editoras S.A., 2000, capítulo O Komitern em Ação, da autoria de Stéphane Courtois e de Jean-Louis Panné.
(**) PDF: https://sumateologica.files.wordpress.com/2009/09/o-livro-negro-do-comunismo-crimes-terror-e-repressao.pdf

Sobre os autores:

Stéphane Courtois: Historiador francês e pesquisador-chefe do CNRS, o Centro Nacional de Pesquisa Científica francês, dirige a revista Communisme e é co-autor do livro Histoire du parti communiste français. Foi militante da extrema esquerda.

Jean-Louis Panné: Historiador francês e é editor da prestigiada Edições Gallimard na França. Foi militante da esquerda.

Notas:

[1] Nota por Tannhauser: Donald L. Niewyk, The Jews in Weimar Germany; edição atualizada de 2001, Transaction Publishers New Bruwsickn, New Jersey; página 27.
[2] Nota dos autores: Em seu último artigo publicado no Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha), Liebknecht deulivre curso a um lirismo revolucionário bastante revelador: "Sob o estrondo da falência económica que se aproxima, o exército ainda sonolento dos proletários despertará ao som das trombetas do Juízo Final, e os corpos dos combatentes assassinados ressuscitarão..."
[3] Nota por Tannhauser: Donald L. Niewyk, The Jews in Weimar Germany; edição atualizada de 2001, Transaction Publishers New Bruwsickn, New Jersey; página 27.
[4] Nota por Tannhauser: Donald L. Niewyk, The Jews in Weimar Germany; edição atualizada de 2001, Transaction Publishers New Bruwsickn, New Jersey; página 28.
[5] Nota por Tannhauser: Donald L. Niewyk, The Jews in Weimar Germany; edição atualizada de 2001, Transaction Publishers New Bruwsickn, New Jersey; página 27.
[6] Nota por Tannhauser: Yuri Slezkine, The Jewish Century; Princeton University Press, 2004; página 175.
Ver também:  Lavinia Cohn-Sherbok , Joan Comay, Who's Who in Jewish History: After the period of the Old Testament; Routledge; Reprint edition, 1995; página 414.
[7] Nota por Tannhauser: Yuri Slezkine, The Jewish Century; Princeton University Press, 2004; página 175.
[8] Nota por Tannhauser: Pierre Broué, The German Revolution, 1917-1923; Haymarket Books, 2006,  página 972.
[9] Nota por Tannhauser: Pierre Broué, The German Revolution, 1917-1923; Haymarket Books, 2006,  página 981.
[10] Nota dos autores: Designação do Exército Alemão, autorizado a funcionar pelo Tratado de Versalhes depois da Primeira Guerra Mundial.
[11] Nota por Tannhauser: Eve Rosenhaft, Beating the Fascists?: The German Communists and Political Violence, 1929-1933 Cambridge University Press, 1983; página 40.
[12] Nota dos autores: Jan Valtin, Sanspatrie ni frontières, Self, 1947. Ver também Eric Wollenberg, DerApparat. Stalins Fiinfte Kolonne, Bonn, 1946.

Fonte: http://nazismo-verdades-e-mentiras.blogspot.com.br/2014/11/o-komintern-em-acao-por-stephane_2.html

          

PDF de "Minha Luta" de Adolf Hitler:
http://www.radioislam.org/historia/hitler/mkampf/pdf/por.pdf

Leia também "Seis Milhões Realmente Morreram? A Verdade Afinal Exposta", do original em inglês de Richard Harwood:
http://www.radioislam.org/islam/portugues/revision/didsixm/1.htm e http://www.radioislam.org/islam/portugues/revision/didsixm/2.htm

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