"Diálogo das Carmelitas" conta a história do martírio de 16 monjas Carmelitas, vítimas da Revolução Francesa, no ano de 1794. Um excelente filme que retrata fielmente a realidade sangrenta da Revolução Francesa e a vida contemplativa do Carmelo.

Em 1794, no período da Revolução Francesa conhecido como Reino do Terror, dezesseis irmãs Carmelitas do Mosteiro de Compiègne foram condenadas à morte, sob a acusação de fanatismo, e executadas em praça pública. Aos pés da guilhotina, as freiras entoaram hinos religiosos e renovaram seus votos. Dez dias depois da execução, o Grande Terror terminou.
Partindo desse episódio, trágico e verídico, e tendo como base a novela "A Última ao Cadafalso", da escritora alemã Gertrud von Le Fort, "Diálogos das Carmelitas" foi concebido originalmente, em 1948, para o roteiro de um filme – realizado e exibido apenas em 1960. Antes disso, em 1956, o compositor Francis Poulenc usou o texto para criar o libreto de sua ópera homônima.
Esta obra é considerada o "testamento espiritual" de Bernanos: um texto brilhante sobre a renúncia, o sacrifício e o medo, escrito por ele à beira de sua própria morte e publicado postumamente.
Fonte: https://ecclesiae.com.br/dialogos-das-carmelitas
"A Última ao Cadafalso" de Gertrud von Le Fort e "Diálogos das Carmelitas" de Georges Bernanos são dois livros que narram a história do massacre de 16 Carmelitas na época da Revolução Francesa. Cheios de detalhes, estes livros nos comovem pela postura piedosa e corajosa das Carmelitas diante desta revolução que tiravam a força Deus do centro da sociedade. O "Diálogos das Carmelitas" de Georges Bernanos é um livro em forma de diálogos que se baseou no livro "A Última ao Cadafalso" de Gertrud von Le Fort. Ambos merecem nossa leitura e nos enche espiritualmente de grandes sentimentos.
Precisamos impregnar nossa alma de bons exemplos, muitos se converteram ao ver o massacre das carmelitas de Compiègne e outros decidiram mudar radicalmente de vida, tocados no âmago da alma por aquele exemplo de pureza e santidade, afinal "as palavras convencem, mas o exemplo arrasta" e, não é à toa, que a Igreja nos propõe os santos como modelo de vida a ser imitado!
"Escrita em 1931, A Útima ao Cadafalso narra a história do martírio de 16 monjas Carmelitas, vítimas da Revolução Francesa, no ano de 1794. Esta Revolução encontrava em sua bandeira os ideais de Liberdade, Fraternidade e Igualdade. Mas ninguém é tão fiel a seus ideais a ponto de suportar, democraticamente, o falseamento aparente, por terceiros, de suas intuições salvadoras. E foi isto o que se passou, também, com os propugnadores de tão altos valores revolucionários.
A imaturidade ainda dissoluta dos que proclamavam a liberdade atropelou e levou à guilhotina os que não cantavam a 'Carmagnole' e não davam, em praça pública, vivas à Nação. O condutor da trama do livro sentencia com justiça, sem nenhuma amargura: "O trágico não foi que nossos ideais tenham sido falsos, mas apenas insuficientes."

Mais do que a história trágica de 16 monjas, inofensivas e frágeis, que sobem para o sacrifício final de suas vidas, cantando e testemunhando sua fé. Nela se retrata, cruamente, o permanente problema humano, até hoje irresolvido: O que fazer com o poder? Como usar a força? Ou, em outras palavras, quem é forte? Quem é fraco? Quem é que vence a luta pela sobrevivência? Ou quem é que permanecerá vivo na memória das gerações futuras: os tiranos que usam e abusam do poder ou o povo que, com dignidade, sobe ao patíbulo, testemunhando suas crenças e cantando seus hinos?
Gertrud von le Fort concentra suas análises em duas personagens dentro de um mosteiro carmelita: a primeira, Irmã Maria da Encarnação, é forte, goza de raro discernimento das situações, é intremível nas decisões, mostra grandeza e majestade, mesmo quando reduzida ao silêncio e à obediência É a Superiora da comunidade. A segunda, a noviça Blanche de la Force, que as coirmãs teimam em cognominar 'de la Faiblesse', é tímida e amedrontada, frágil e derrotada, trânsfuga do mosteiro e marcada pelo medo desde o útero materno. Vive angustiada, embora creia em si mesma, ou melhor, numa força que parece subjazer a capa frágil de sua personalidade Quem delas está mais preparada para o grande desafio do martírio. Quem cantará mais forte diante da guilhotina?
A pessoa é, na verdade, muito mais do que suas aparências, O seu mistério profundo a suplanta, decisivamente, para o espanto de si mesma e para a admiração dos outros sobre cada vida, quem poderá dizer a última palavra, lavrar um juízo definitivo? Tentamos fazê-lo, superficialmente, quase todos os dias. Mas o mistério do ser humano deveria recolher-nos a um respeitoso silêncio, pois, para surpresa nossa, a última ao cadafalso pode vir a ser uma monja fraca e amedrontada. Dela pode ser o canto mais forte diante da lâmina reluzente da guilhotina e dos apupos bizarros de uma multidão imbecilizada por ideais mal digeridos. Mais do que nossas coragens, valem as forças estranhas que se escondem palpitantes no fundo do nosso ser, que, pare os cristãos, se chamam de graça e, para todos os homens, de mistério: O insondável mistério humano, que Gertrud von le Fort tratou tão bem neste livro."
(Frei Neylor J. Tonin, O.F.M.)
Fonte: http://corecatholica.blogspot.com/2013/09/dialogo-das-carmelitas.html
Sobre o filme “O Diálogo das Carmelitas” (legendado em Português)
Um filme imperdível que conta a inacreditável história das 16 heróicas freirinhas de Compiègne, na França, hediondamente guilhotinadas por atividades “contra-revolucionárias”, enquanto entoavam o Veni, Creator Spiritus (*) a caminho do cadalfalso. Elas foram em direção aos seus carrascos com a serenidade de quem abraça o martírio sabendo que troca este miserável vale de lágrimas pela felicidade eterna junto ao Senhor Jesus. Uma história tocante, verídica, que mostra o que os adeptos da anti-Igreja são capazes contra o seu Criador e às pessoas que O amam.
A Ordem do Carmo, originalmente chamada Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, é uma ordem religiosa católica que surgiu no final do século XI, na região do Monte Carmelo — onde hoje há, desde 1892, o Mosteiro de Nossa Senhora do Monte Carmelo. A palavra "carmelo" significa jardim.
Uma passagem do filme chama a atenção: a de uma jovem que, recebendo uma Graça especial, escolhe voltar para a Ordem na hora decisiva — apenas para ir com as suas amigas ao martírio, morrer junto com elas em odium fidei.
(*) Veni Creator Spiritus ("Vinde, Espírito Criador"), é um hino da Igreja Católica usado desde os primórdios do Cristianismo.
Quanto o texto original em latim é usado, é normalmente cantado em canto gregoriano. Trata-se de uma invocação ao Espírito Santo, e é cantado nas celebrações litúrgicas da festa do Pentecostes (tanto nas Terças como nas Vésperas). Também é cantado em outras ocasiões, como na entrada dos cardeais para a Capela Sistina aquando de um conclave para escolha de um Papa, na consagração de bispos, na ordenação sacerdotal, no sacramento da Confirmação (Crisma), na dedicação de templos, na celebração de sínodo ou concílios, na coroação de reis, na profissão de fé de membros de instituições religiosas e em outros eventos solenes.
Veni Creator Spiritus
Vinde, Espírito Criador
Veni Creator Spiritus
Mentes tuorum visita
Imple superna gratia
Quae tu creasti, pectora
Vinde Espírito Criador
Visitai as almas vossas
Enchei da graça do alto
Os corações que criastes
Qui diceris Paraclitus
Donum Dei altissimi
Fons vivus, ignis, caritas
Et spiritalis unctio
Sois chamado Consolador
O dom de Deus Altíssimo
Fonte viva, fogo, caridade
E unção espiritual
Tu septiformis munere
Dexterae Dei tu digitus
Tu rite promissum Patris
Sermóne ditans guttura
Sois formado de sete dons
O dedo da direita de Deus
Solene promessa do Pai
Que inspira as palavras
Accende lumen sensibus
Infunde amórem córdibus
Infirma nostri corporis
Virtute firmans perpeti
Iluminai os sentidos
Infundi o amor nos corações
Fortalecei nossos corpos
Virtude firmai para sempre
Hostem repéllas longius
Pacemque dones protinus
Ductore sic te praevio
Vitemus omne noxium
Afastai o inimigo
Dai-nos a paz sem demora
E assim guiados por Vós
Evitaremos todo o mal
Per te sciámus da Patrem
Noscamus atque Filium
Teque utriúsque Spiritum
Credamus omni tempore
E revelai-nos o Filho
Para acreditar sempre em Vós, Espírito
Que de ambos procedeis
Amen





